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Matar a ideia para que nasça o negócio: Como empreender sem morrer na tentativa

La Nacion
Setembro 2018

“Para fazer um negócio sem investimento faz falta ter uma visão, se há uma pessoa com uma visão forte, torna-se poderosa. Ter uma visão permite compartilhá-la e trocá-la por recursos”, explica Fernando Santolo, nosso CEO e fundador. Dá um conselho para todos os empreendedores e compartilha os 3 princípios para começar um negócio de sucesso.

Por Sofia Terrile

Primeiro princípio para começar um negócio de sucesso: matar a ideia. “O produto ou o serviço que pensamos é o menos importante. O único importante é entender os outros e ver como posso lhes dar o valor que se merecem”, começou Francisco Santolo, CEO e fundador da company builder e aceleradora Scalabl.

Segundo princípio: pensar em modelos de negócios e não em companhias. E para pensar nesses modelos de negócios, Santolo convidou a sua audiência da Young Entrepeneurs Alliance (uma aliança de jovens empreendedores que se reúnem na Argentina no marco do G20) a pensar como fazer um empreendimento sem risco financeiro, econômico e sem investimento.

Para fazer um negócio sem investimento, disse, em um auditório da consultora EY, faz falta ter uma visão. “Se há uma pessoa com uma visão forte, torna-se poderosa. Ter uma visão permite compartilhá-la e trocá-la por recursos. Tem que fazer que as pessoas acreditem em você e te sigam”, começou.

Pode-se evitar o risco econômico só de uma maneira: evitando os custos fixos, como o aluguel e os funcionários. Nesse ponto, Santolo falou de uma tendência chamada “nikefication”, pelo modelo de terceirização da produção e dos recursos que adoptou a Nike antes do que o resto das companhias.

“A chave está em procurar um nicho pequeno com potencial de crescimento exponencial e que deixe altas margens econômicas”, disse.

A inovação disruptiva é a que pega os clientes futuros, assinalou, e é onde as startups têm a oportunidade de participar. “Levam tempo e não são interessantes para as grandes companhias, porque os seus atuais clientes não têm interesse nelas. O negócio tornou-se global e nós podemos construir nossos negócios em qualquer lugar”, destacou.

Finalmente, deixou um conselho para empreender: ser vulneráveis e humildes. Explicou que, quando as pessoas entendem que não são perfeitas, podem-se apreciar a si mesmas e, desse modo, apreciam os outros.

“A vulnerabilidade é o início de tudo”, rezava a tela que o acompanhava enquanto falava do assunto. “Quando você não aceita as suas vulnerabilidades e quando você não tem humildade para liderar, então provavelmente você fracasse”, fechou.

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